A importância do desconforto

Mais estranho que a ficção

O que você faria se percebesse que sua vida é uma história escrita por alguém que você sequer conhece? É exatamente isso que acontece no filme “Mais estranho que a ficção”. O personagem principal é bem monótono porque gosta de fazer tudo igual e seguindo regras impostas por ele. Sua vida já está inteira traçada. Até ele perceber que está dentro de um livro e que sua autora decide que vai mata-lo no final.

O que é interessante é a descoberta dele de que a vida pode ser muito melhor; que existe um jeito de realmente vivê-la e isso ele só percebe quando a morte é eminente. Se você faz um paralelo isso acontece com muitas pessoas. O medo do novo paralisa. A pessoa para no tempo e segue sua rotina sem parar para pensar se realmente é feliz dessa maneira. Ou percebe que não é, mas não faz nada para mudar. Será que essa pessoa também só irá mudar e ir atrás de vivências quando a morte der um ‘alô’?

O que me fez lembrar de um artigo do Léo Babauta. Léo é um escritor genial e um dos projetos dele é o Zen Habits. Um blog que fala sobre a simplicidade das coisas, o foco no que importa e como achar a felicidade.

No meio de tantos conselhos bons me deparei com um texto sobre desconforto. Nesse ele aborda o quanto estamos acostumados a evitar o desconforto e com isso perder várias experiências deliciosas. Ele dá exemplos muitos simples, mas que você pode colocar em diversas situações. Um dos exemplos é que muitos de nós nos sentimos assim ao conhecer pessoas novas, então a tendência é que só falamos com ‘x’ pessoas e perdemos a oportunidade de conhecer outras bem legais. Se você prestar atenção nós fazemos esse tipo de coisa o tempo todo. Quanto será que não perdemos?

Resolvi colocar resumidamente e com as minhas palavras as dicas que o Léo diz ajudar bastante para mudar esse ciclo:

  1. Comece sentindo um pouquinho de desconforto. Escolha algo que te traga essa sensação e faça por 1; 5; 10 minutos. E analise como você se sentiu. Realmente foi a pior coisa do mundo?
  2. Quando você sentir uma urgência de fazer qualquer coisa para fugir desse desconforto, não faça. Espere um pouco. Normalmente essa urgência passa logo. Espante os pensamentos negativos de que fazer isso é muito difícil e tente ser forte. Não ceda nenhuma vez, senão você vai querer ceder o tempo todo.
  3. Continue a praticar e você vai perceber que o pouquinho de desconforto agora é sua base, então é hora de aumentar mais esse tempo até virar algo normal.

Espero que essas dicas ajudem todos nós a fugir do cômodo e que as novas aventuras tenham espaços nas nossas vidas.

 

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