Esperança

Esperanca2

Fui assaltada nessa semana. Foi horrível? Foi. Deixou um misto de medo, ansiedade, insônia, solidão e tristeza. Só que não é disso que eu quero falar. Também não quero e nem vou problematizar a sociedade. E não quero por aqui discursos de “bandido bom é bandido morto”.

Quero aproveitar um acontecimento bem ruim para falar de outro bem legal. Depois do ocorrido e do pânico instaurado, pedi ajuda. Toquei a campainha de duas casas. A primeira foi de uma senhora que não abriu a porta para mim e super compreendo porque eu também não teria aberto, afinal parecia um golpe. Quem toca a campainha e fala “fui assaltada, me deixa entrar!”? Só que ela apareceu minutos depois no portão e me deu o celular dela já com a polícia na linha e com a história meio encaminhada. Se não fosse por ela, nem pensaria em ligar para polícia.

A segunda casa era de uma família todinha vestida de pijama e pronta para dormir, mas que nos acolheu de forma muito fofa. Nos ofereceram água e abrigo. Puxaram papo sobre outros assuntos para nos distrair e esperaram conosco que alguém viesse nos buscar. Foi ali, no sofá deles que me senti agradecida e surpresa. Não esperava apoio, nem gentileza. As pessoas vivem com medo em São Paulo, mas, resolveram deixar a novela de lado e nos acolher.

As coisas estão ruins? Estão. Só que gentilezas assim nos preenche de esperança e sentimentos bonitos se expandem infinitamente se a gente deixar (: vamos deixar?

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