A problemática do ‘eu te amo’.

A banalização dessa pequena frase não é de hoje. Desde o começo do meu relacionamento decidimos evitar tal frase. Não por não sentir, porque sentimos e muito. Apenas para não virar uma frase obrigatória, sem significado algum, mas com o enorme peso da cobrança. Sabe aquele ‘boanoiteteamoateamanha’? ele sufoca. E o dia que eu to de saco cheio e não quero falar ‘boanoiteteamoateamanha” e sim um simples “bjs, fui”? Significa que parei de sentir amor? Que não quero mais nada? Que estamos a beira do precipício? Serião? Com 25 anos na cara e vou ficar nesse drama de um tchau diferente? Não da não.

A graça maior é que por não falarmos nunquinha tal frase, me dá um comichão danado nas poucas vezes que decido proferi-la em voz alta (porque com o olhar e gestos é diariamente). Fico com vergonha e gaga. Vira um momento danado de fofo e cheio de significância e assim que é bom. Bom é criar as próprias regras que não são regras alguma. Deixar para trás tudo que acha que já aprendeu de relacionamento e descobrir o que combina com você naquele momento e no outro e no outro e no outro, porque mudamos tanto que chega a ser ridículo querer seguir uma cartilha, ainda mais cartilha importada de sei-lá-quem. (Ou seja, se quiser falar ‘boanoiteteamoateamanha’ todos os dias da sua vida, fique à vontade <3 )

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