As vezes entramos em um ritmo maior do que conseguimos lidar e o resultado disso é ansiedade empilhada em ansiedade e é exatamente assim que estou. 

Perdida no meio do dilema de continuar assim porque não quero abrir mão de projetos que adoro com a vontade imensa de jogar tudo pro alto e respirar aliviada. 

Até que em um desses dias eufóricos em que estava bem atordoada, uma amiga me relembrou que preciso respirar. Desacelar. Lembrar de fazer algo para mim no dia final do dia. Algo obvio mas que eu tinha deixado soterrado no meio de tantas emoções. (Porque não bastam os projetos…parece que todo o caos emocional e problemas precisam vir de uma vez só).

Depois desse clic consegui passar o final de semana calma e quando vi que a ansiedade ia voltar com tudo quando se anunciou o começo da semana, parei, respirei e não estou reconhecendo a minha calmaria. 

Preciso gravar? Preciso. Tenho reunião? Sim. Emails pendentes? Aham. Problemas familiares? Opa! Mas to aqui, deitada, serena.

Apenas lembre de respirar.

Eu já tentei explicar de várias maneiras que o assunto já virou repetitivo, mesmo assim, sinto que falta. Não sei nem se eu entendo essa minha necessidade de ficar mais isolada. Toda vez que sei de algum evento social já sinto uma angústia. Sei que deveria ficar feliz, mas fico tensa. Exatamente porque não estou feliz. Ciclo estranho, não é? Cogito ser o cansaço. Tanta coisa na mente. Tantos projetos. Coisas para lembrar e fazer. Problemas inesperados. Que tudo que me afasta da cama gera irritação. Só consigo desejar programas calmos. Filme. Slackline. Flanar pelo bairro. Qualquer coisa assim que desassossegue a mente. O esforço de puxar papo, sorrir, de ter que me divertir, parece sugar as poucas energias que ainda me restam. Ou então apenas envelheci.