Newsletter #3

 

Oi migs,
Sabe porque eu sumi né? Não que eu não goste desse projeto. Pelo contrário, vários dias me pego com vontade de escrever aqui. Anoto ideias em algum caderno aleatório, bolo o texto todo, mas não consigo me organizar ao ponto de ter um tempinho e escrever. E não é que fiz milhares de coisas, é só que a ansiedade tomou conta, as coisas se tornaram maiores e quando vi eu estava com a odiosa sensação de que as coisas ao meu redor estavam se empilhando descontroladamente. Que eu tinha muita coisa para fazer, mas que não fazia nada, ao mesmo tempo que sentia que fazia muito. Não é muito lógico, eu sei, mas é um tanto quanto sufocante.

Pior de tudo é que eu sei como me ajudar e já comentei aqui antes alguns modos (como a meditação, lembra da Newsletter #1?). Mas, como “faça o que eu digo não faça o que eu faço” vale para esse momento, venho dividir algo que por algumas semanas me ajudou bastante a ter foco.

Existem dois aplicativos bem interessantes para você se assustar com a quantidade de tempo que passa no celular e usando o quê.
Um chama “Stay focused” e você limita a quantidade de tempo que vai usar cada aplicativo. Depois que o tempo estipulado acaba, ele pipoca na sua tela perguntando se você não deveria fazer uma pausa. Pode parecer bobo, mas só nessa hora você se dá conta de quanto tempo está ali, rolando a tela.
O outro chama “Quality time” e é mais assustador. Ele monitora tudo que você fez no celular. O tempo em cada aplicativo, quantas vezes você desbloqueou a tela e etc.

Exemplo de um dia:
07:25 da manhã: passei 15 minutos entre despertador, google e instagram (deve fazer super bem pra mente acordar já com esse bombardeio….)
8:49: fiquei mais 22 min em jogos e redes sociais
Tem um momento que passei 3 horas e 25 minutos seguidos, com pausas ridiculas de 1 seg da tela bloqueada e por ai vai.
Ai, além de você ver o seu tempo diário (o meu gira em 7horas de uso), você vê sua média semanal e se o uso está diminuindo ou aumentando.

Sei que o celular é um escape danado e se o uso está tão alto, piora a sensação de tempo perdido. Posso ter feito coisas úteis no celular. Uso ele para trabalhar, fazer pesquisas, falar com pessoas, ler textos..só que é mais difícil você perceber o momento, se sentir presente. As pausas curtas mostram minha ansiedade..aquela coisa de pegar o celular para ver as horas e 1 segundo depois, fazer de novo porque não prestei atenção.

Eu que sofro de ansiedade preciso me sentir presente o máximo possível. Preciso respirar fundo, passar mentalmente o que está acontecendo, ir com calma, desacelerar. Desacelera comigo?

PS1: Vou testar um outro app essa semana, esse é pra ajudar a instaurar hábitos (: espero que ajude e depois venho contar para você.
PS2: A imagem desse email é da maravilhosa Paula Bonet (e dos outros emails tb <3 )

Newsletter #2

 

Olá (:

Fiquei um tempo tentando decidir qual assunto abordar essa semana..confesso que isso me fez abrir um sorriso. To numa onda tão massa de ler/estudar sobre conteúdos tão diversos (que de forma geral, super conversam entre si) que demorei para decidir qual escolher e isso é bom. As vezes entro num período bem vazio. Normalmente, quando minha vida tá um caos e eu sinto que tudo está se empilhando descontroladamente..inclusive os dias, que, parecem tão sem significados, iguais, perdidos. Mas, isso tudo depende muito da forma que nós encaramos as coisas. Eu poderia ver com semanas agitadas e produtivas, mas, me acostumei a ver como semanas confusas e perdidas e, isso é tão errado. O ideal é sempre olhar de uma perspectiva mais positiva e é engraçado que foi assistindo um video sobre empreendedorismo, com a maravilhosa Bel Pesce (já falo um pouco mais dela adiante) que esse pensamento simples, finalmente, caiu a ficha em mim.

A Bel, é uma dessas pessoas que são bem únicas. Fez milhares de coisas incríveis e é bem nova. Só que o grande diferencial dela..é que ela foi lá e fez. Tentou, arriscou e encarou todos os desafios como possíveis. Já lançou vários livros, se formou no MIT, tem no momento 4 empresas..e não sei como, sempre acha tempo para fazer vários vídeos com dicas –  a maioria com conteúdo gratuito (aliás, todos os livros dela estão disponíveis para download).

(Acho graça porque definitivamente esse não era o tema que tinha escolhido para essa newsletter, mas né, espero que goste)

Ontem assisti um dos seus vídeos e achei que seria bacana dividir algumas dicas. São bem simples mas as vezes são nas simplicidades que precisamos prestar atenção:

Faça o possível hoje para abrir portas para o impossível de amanhã  / Não deixe as probabilidades baixas virarem zero logo de caro – dê o seu melhor e mude as probabilidades

As vezes deixamos de lado nossos sonhos porque eles parecem mega impossíveis no momento e pode ser que sejam mesmo, mas será que não dá para fazer nada que torne ele um pouquinho mais perto de ser realizável? Se você não fizer nada..ele vai continuar impossível.

Você tem a liberdade de dar um significado para as coisas – você pode ver de forma negativa ou positiva, depende de vc.

Essa é a tal dica que mexeu tanto comigo e que me fez começar o texto de hoje. Tá aí, mega simples de fazer, pare de enxergar as coisas de forma negativa. Veja como uma oportunidade.

O Leo Babauta (outra pessoa incrível que você vai cansar de me ouvir falar) fez um post falando, como, várias vezes a gente passa a encarar algo de forma ruim, até a gente acreditar e abandonar aquilo. Um exemplo clássico, é o trabalho. As vezes a gente tá lá na boa e ao ouvir os colegas reclamar e depois a enxergar só os aspectos ruins, a gente passa a acreditar que realmente aquele lugar é péssimo e deletamos todas as coisas boas que podem existir ali, até que entramos em estafa e pedimos demissão. Quando começamos a ver algo de forma negativos..entramos numa onda que depois não conseguimos mais controlar. Tenho certeza que você já vivenciou algo assim. Que depois ao olhar para trás pensou “nossa, mas era divertido. O que aconteceu?”.

-Vá atrás para criar suas oportunidades / Gerar valor e fazer fortes conexões depende de vc / Peça mais responsabilidade e não espere por elas – assim você aprende.

Muitas vezes ficamos ali, esperando as coisas acontecerem ou conformados com a situação atual. Vá atrás, não se conforme, tente, aquele clichê de “dê a cara pra bater”, “o não você já tem”, parece besteira, mas é bem isso mesmo. E, não vejo essas dicas apenas pra empreendedorismo..é meio que pra vida mesmo. A gente se acomoda. Eu pelo menos sempre vi as coisas como muito difíceis, “só consegue quem..”, “só funciona se..”, e não fui atrás. Fiquei ali, parada, admirando aqueles que conseguiram. Dá pra gente ser uma dessas pessoas, sabe? A vida tá aí, prontinha para você se jogar.

Essa é a mesma lógica daquelas listas clássicas de começo de ano. Não adianta muito escrever que quer viajar para Europa e não mexer um dedo para tal coisa. Ou, correr meia maratona e toda vez que precisa andar 2km, reclamar e ver como algo péssimo. Adiar, adiar, adiar..somos mestres nisso. Só que é uma energia danada perdida em: planejar, adiar, se culpar. Muito mais fácil seria levantar e fazer ou ao menos ver de forma positiva a coisa toda.

Por exemplo, me mudei para um lugar que é mais distante do metro e normalmente, eu encararia isso de forma triste, pô, sou mega preguiçosa..tenho que acordar mais cedo e andar. Só que consegui (e me surpreendo pq ainda é difícil encarar as coisas assim) ver de forma bem maneira. Acordar mais cedo significa acostumar com isso ao longo da semana e no final de semana conseguir aproveitar mais o dia. Andar é um tipo de exercício e eu tava toda desesperada para conseguir encaixar algum exercício no dia tumultuado e, tá ai minha oportunidade. Coloco meu tênis e aumento o ritmo da caminhada. Dois problemas resolvidos de uma só vez (:

Te convido a tentar encarar as coisas de outra forma. Não é fácil mas é sempre bom tentar trocar uma cara emburrada por um sorriso <3

Ps:
Para conhecer um pouco mais sobre a Bel, clique aqui (ela tem muitos projetos e eu indico o Caderninho da Bel para começar. O vídeo com as dicas é esseaqui e é o primeiro de quatro).

A imagem dessa newsletter e da anterior (e provavelmente das próximas, hehe) é da artista Paula Bonet.

Existe um desafio pessoal que é fazer o número de coisas do seu próximo aniversário. Acho ele bem interessante porque o aniversário é realmente o seu ano novo. Mude antes dele para começar um ano, realizada, feliz. Conheci a ideia no canal da Flávia Calina e ela fez coisas que sempre prometia e que, as vezes, nem eram tão difíceis, mas que a gente sempre dá um jeito de adiar.

Divida comigo sua opinião. Me conte se odiou ou gostou do tema (posso tentar seguir nesse tipo de assunto ou mudar totalmente, depende de você :D ). Ou conte seus desejos e sonhos e podemos tentar achar jeitos deles se realizarem logo.

Até mais (:

Newsletter #1

Olá migs,

Meu lado ariana impulsiva não consegue ficar parado. Preciso ter mil projetos novos (e pelo jeito preciso deixar todos inacabados…). Parece que vem uma energia criativa e animada para o novo projeto e só me aquieto depois de fazer alguns testes..bem provavelmente esse newsletter vai cair num esquecimento infinito – tal como meu blog, flickr, páginas do face e etc – mas vai que é exatamente esse o melhor formato para poder discorrer infinitamente e sentir que minha mente se esvazia e quem sabe nisso tudo eu consigo passar informações legais para vocês? Bora entrar nessa comigo? (:
Estou eu, aqui, de cama por estar com dor nas costas – sim, o que os pais falam da nossa postura ao sentar, agachar e ficar no computador é pura verdade – e terminei de ler “Aprendendo a silenciar a mente” do Osho e como to nessa vibe de (tentar) meditar, resolvi dividir algumas coisas que achei legais do livro:
Um dos termos que mais encontro em livros de auto ajuda é a tal “tagarelice mental”, pra mim é um dos melhores e mais verdadeiros termos. A nossa mente não cala a boca nunca, até que te domina completamente e você perde qualquer controle sobre ela. Osho comenta a diferença entre Ocidente e Oriente e a nossa visão de vida. Aqui no Ocidente acreditamos que a vida é só essa e isso gera uma ansiedade tremenda de ter que aproveitar todos os instantes, a grande pergunta que ouvimos dos outros e da nossa própria mente é: “o que você tem feito?”.
Já no Oriente eles acreditam que a vida é circular, você vai viver mil vezes e o que importa não é o fazer e sim o serEssa angústia que nos atrapalha de sentar sem ‘fazer nada’ e meditar.
“Quando você é capaz de deixar sua mente, quando se torna capaz de criar uma distância entre sua mente e seu ser, então você terá dado o primeiro passo na psicologia dos budas. Um milagre acontece: quando você sai da sua mente, todos os problemas dela desaparecem, porque a própria mente desaparece, ela perde o controle sobre você”
Outra coisa é a importância dos mantras, eu não fazia ideia da força deles, mas com a repetição a sua mente acaba cansando e fica em silêncio e é nesse momento que sua percepção aumenta e você consegue se encontrar. Eu, ingenuamente, fazia a meditação com o aplicativo headspace (ele é bem bom, vale a pena baixar e fazer as 10 aulas gratuitas) deitada na cama e isso super me ajudou a dormir rápido e ter uma noite de sono como fazia tempo que eu não tinha, mas Osho dá uma leve bronca sobre isso: 
“Um mantra é o tranquilizante perfeito, mas esse não é seu verdadeiro uso. Não há nada de errado nisso: se o mantra lhe trouxer um bom sono, ótimo. Mas você estará usando algo muito poderoso para um fim muito limitado”
Mudando um pouco de assunto..eu li esses dias um estudo sobre como algumas pessoas são resilientes e outras não. Os pesquisadores foram atrás de crianças que viviam em lares desestruturados e que mesmo assim conseguiam ter sucesso na carreira e no casamento. Eles viram que tem o elemento sorte de ter algum mentor para ajudar mas era muito mais o controle interno que elas tinham de acreditar que dependia muito mais delas do que do ambiente externo.
Algumas crianças que eles estudaram infelizmente tiveram muito azar e depois de longos momentos de stress, elas acabaram sucumbindo, porque todos nós temos um limite . Até que eles entenderam que é a forma como cada um vê um evento considerado traumático. Se a pessoa enxerga como um momento de crescimento e com significado não é visto por ela como traumático e assim ela consegue enfrentar muito melhor. Da mesma forma que se a gente pegar um pequeno problema e potencializar, ficamos cada vez menos resilientes e com dificuldades de enfrentar as coisas.
Por isso é tão importante a gente se afastar do problema para conseguir ter uma imagem mais ampla dele. Normalmente percebemos que ele não é tão intenso assim e pode ser resolvido de maneira mais simples. O problema não é toda sua vida. Ele não te define (:
You can train people to better regulate their emotions, and the training seems to have lasting effects”
Isso tudo me fez lembrar de um vídeo no TED (<3) sobre postura corporal. Que se você fizer algumas poses (como a da mulher maravilha) antes de momentos importantes – como entrevista de emprego – se sentirá mais confiante.

Se quiser ler a pesquisa sobre resiliência clique aqui
Para assistir o vídeo no TED clique aqui. Não é um vídeo muito longo (apenas 20 minutos) e mostra que pequenas atitudes fazem uma grande diferença :D

Quem quiser bater um papo maior sobre esses assuntos me manda um emailzinho, vou amar (: