Esperança

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Fui assaltada nessa semana. Foi horrível? Foi. Deixou um misto de medo, ansiedade, insônia, solidão e tristeza. Só que não é disso que eu quero falar. Também não quero e nem vou problematizar a sociedade. E não quero por aqui discursos de “bandido bom é bandido morto”.

Quero aproveitar um acontecimento bem ruim para falar de outro bem legal. Depois do ocorrido e do pânico instaurado, pedi ajuda. Toquei a campainha de duas casas. A primeira foi de uma senhora que não abriu a porta para mim e super compreendo porque eu também não teria aberto, afinal parecia um golpe. Quem toca a campainha e fala “fui assaltada, me deixa entrar!”? Só que ela apareceu minutos depois no portão e me deu o celular dela já com a polícia na linha e com a história meio encaminhada. Se não fosse por ela, nem pensaria em ligar para polícia.

A segunda casa era de uma família todinha vestida de pijama e pronta para dormir, mas que nos acolheu de forma muito fofa. Nos ofereceram água e abrigo. Puxaram papo sobre outros assuntos para nos distrair e esperaram conosco que alguém viesse nos buscar. Foi ali, no sofá deles que me senti agradecida e surpresa. Não esperava apoio, nem gentileza. As pessoas vivem com medo em São Paulo, mas, resolveram deixar a novela de lado e nos acolher.

As coisas estão ruins? Estão. Só que gentilezas assim nos preenche de esperança e sentimentos bonitos se expandem infinitamente se a gente deixar (: vamos deixar?

Alguns caminhos vão te afastar do que você quer

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Outro dia fui em uma entrevista e chegando lá descobri que seria coletiva. Tinha cerca de dez pessoas. Todas com uma cara apática com seus currículos na mão. A entrevista consistia em fazer uma “arte” sobre você e depois na frente de todos responder umas questões para se apresentar. Foi aí que meu coração apertou um pouco. Todos que se apresentaram não queriam estar ali. Não sei os sonhos e desejos deles, mas não era aquela função, empresa e salário. Estavam todos desanimados. Sabe quando você está no transporte público em horário de pico e vê apenas rostos infelizes? Era a mesma coisa. Claramente eu era uma dessas pessoas. Não queria estar ali encenando uma animação que não existia. Só que infelizmente eu também precisava do dinheiro.
 
Assim que coloquei os pés na rua, tirei aquele casaco social, soltei meu cabelo e me senti menos sufocada e imaginei como seriam meus dias se eu passasse na entrevista. Secretamente torci para não passar e fiquei aliviada e feliz quando recebi o email de que ainda não tinha sido daquela vez. Foi uma ótima notícia. Me despertou daquilo que eu já sabia e que as vezes esqueço. Não quero isso. Quero sentir prazer no trabalho então tenho que lutar mais e mais para conseguir tal coisa.
 
Sei que nem sempre vai ser possível ser tudo como eu desejo, mas que então o caminho não seja tão tortuoso. Que o passo dado me leve para mais perto da montanha. Para isso eu parei de entregar currículos aleatórios e foquei mais em lugares que eu sentiria mais liberdade, que o horário condiz mais com meu perfil. Porque só de imaginar a sensação de sufocamento de novo ou da vida passar rapidamente sem que eu conseguisse vivê-la, já me deu ansiedade. Vivi isso nos outros empregos que tive. Vivi isso no últimos meses da faculdade. Não quero mais viver isso. Quero ir atrás dos meus sonhos porque sei que irei realizá-los. Você aí que tem várias responsabilidades não desanime, pense que existe solução.
 
Felizmente cada vez mais encontramos pessoas que com seus 30/40/50 anos foram atrás do que sempre sonharam. Mudaram completamente a vida. Guardaram dinheiro e se arriscaram em planos completamente diferente do que faziam no seu dia-a-dia e estão felizes, realizados. Completamente clichê, mas é verdade, ir atrás dos sonhos é possível e satisfatório.
 

Quando as certezas de ontem são as dúvidas de hoje

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O primeiro passo foi dado. Saiu do emprego/faculdade e tem um ano sabático pela frente. No primeiro momento temos a vontade de fazer mil coisas. Todas aquelas que enumeramos e que empurramos para as tão sonhadas férias. Só que agora é diferente, não são bem férias, você tem muito tempo pela frente. O prazo é longo, apesar de passar rápido. Qual é o próximo passo?

Seria óbvio demais falar “não procrastine, faça tudo”. Só que não é tão fácil assim. Para quem não conhece o termo, procrastinar significa adiar uma tarefa e muitas vezes isso ocorre pelo nosso medo de errar ou de não ser tão perfeito como gostaríamos. Eu sou mestra nisso e uma das consequências é a sensação de culpa.

 Se você teve a coragem de dar o tão importante primeiro passo, se prepare. A jornada apenas começou. Se o seu ano sabático é para você se organizar e atingir um sonho específico, já é uma grande ajuda. Trace um plano, faça metas e tente não perder o foco (e se dê uma folga).

 Agora se a sua história é parecida com a minha, bem-vindo ao mundo da dúvida constante. Sua vida vai virar uma roda gigante de emoções e te garanto, isso é ótimo. Passei meses angustiada e com pressões internas de que tinha que decidir logo o que eu ia fazer. Que curso? O que vou fazer pro resto da minha vida? Cometi o erro que cometemos lá no ensino médio, quando essa pergunta martela nossa mente e nos faz escolher desesperadamente alguma coisa só para ter a sensação que resolvemos um problema.

 O erro está na pergunta e como encaramos tudo isso. Resto da vida é muito tempo e a vida muda numa rapidez impressionante. Por exemplo, quando escolhi cursar biologia marinha era a coisa certa a fazer e foi certa por 2 anos e meio, agora não é mais, porque muita coisa mudou. Então o que eu quero dizer é que na real nossos planos tinham que ser de curto prazo.

 A pergunta tem que ser: O que você quer fazer hoje? Amanhã? Daqui a 6 meses? As vezes a resposta vai ser: não fazer nada. E fazer nada vai ser a coisa certa no momento. E o que a procrastinação tem a ver com tudo isso? Ela vai aparecer. O cansaço, o medo, a culpa e a dúvida também. E vão ser nessas horas que todos os seus planos vão pelos ares. Você não vai querer fazer nada que planejou. Não vai ver fim na angústia. Vai traçar plano em cima de plano. Adiar datas, criar e recriar metas. Por isso se prepare, respire bem fundo e lembre-se: todo passo que você der vai te levar pra frente.

 

Minimalismo em prática

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Temos o capitalismo como sistema econômico. Com isso o consumismo faz parte do nosso dia-a-dia. Somos bombardeados com propagandas que dizem que para sermos plenamente felizes precisamos do produto “X”. Para ficarmos bonitos precisamos de todos os perfumes do mundo; maquiagem; roupas da moda. Carros. Gadgets. Sapatos. Precisamos também conhecer os restaurantes caros. As baladas que bombam. Os shows de 500 reais. Comprar, comprar e comprar. Só que por quanto tempo dura essa felicidade? Os passeios caros são realmente mais divertidos do que outros que você pode gastar pouco ou nada?

Quando decidi mudar de vez a minha vida me vi com pouquíssimo dinheiro. A alternativa era trabalhar em algo que não gostava ou aprender a viver com pouco. Foi assim que conheci o estilo de vida minimalista.

Minimalismo para quem não conhece na verdade é um movimento que tem como base usar poucos elementos para se expressar. Isso na área científica, artítisca e cultural. Com esse movimento surgiu um estilo de vida. Pessoas dispostas a viver com o necessário. Cansadas de comprar (as vezes até compulsivamente), de ver que a felicidade durava pouco, os bens materiais ocupavam espaço e geravam dívidas. Que viram que da pra viver com menos, bem menos.

Agora, o que é o necessário? Essa é uma resposta bem pessoal. A graça é realmente você se perguntar a todo instante se certa coisa é realmente necessária na sua vida. Pensando apenas na parte econômica (porque o minimalismo é muito mais que isso) já vi minimalistas que tem 10 peças de roupas e outros que tem 100. Então não significa ter pouca coisa de tudo. Posso ter 3 sapatos, só que quero ter 70 livros. Não preciso me livrar de tudo e sim gastar meu dinheiro com aquilo que realmente importa para mim.

E aí começa todo um caminho de autoconhecimento. No meu caso eu parei de comprar roupa e maquiagem. Livros passei a pegar emprestados. Passeios eu comecei a fazer os gratuitos. Quando vi eu precisava de tão pouco que o dinheiro que eu tinha para o mês era mais do que o suficiente. Não, não deixei de sair. Escolhi bares com preços acessíveis. Shows em parques. Cinemas baratos. Amigos em casa. Tem uma multidão de coisas para fazer por aí com preço bom.

No fim a conta é positiva. Gastando pouco, você vai precisar de menos dinheiro e assim tem a oportunidade de testar outras coisas. Mudar sua vida. Escolher outros rumos. Acima de tudo, ver o valor de pequenas coisas.

Você escolhe como ser feliz

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Infelizmente ainda temos como padrão para a maior parte da sociedade de que o certo é se formar, achar algum emprego convencional (e sempre procurar o melhor salário independente se você gosta ou não do cargo), comprar uma casa, um carro (e mil outras coisas caras), casar, ter filhos, aposentar e fim. Só que estamos vivendo em uma época que tudo isso está sendo desconstruído. Com a ajuda da internet temos os nômades digitais, as pessoas que trabalham de casa, as que têm os horários totalmente flexíveis e principalmente pessoas que sentem prazer com o trabalho.

Algo interessante nos relatos de pessoas que conseguiram se desprender desse sistema é que muitos comentam que isso é difícil e que tem algum segredo que elas nunca vão descobrir e por isso não vão alcançar esse sonho. Eu mesma fiz esse comentário mentalmente mais de uma vez. Pesquisava a história da pessoa atrás de um bilhete premiado da loteria que possibilitou toda essa liberdade. Até que decidi trilhar esse caminho. Sabe qual é o segredo? Não é fácil e tem horas que você sente que o melhor é desistir, mas não é. Persistir é a chave de tudo.

Até um tempo atrás estava seguindo esse plano convencional. Estudei, fiz curso pré-vestibular para entrar numa faculdade pública, entrei, estudei mais e me perdi. Não vi sentido em nada daquilo e larguei. Sabe o que mais ouvi? “Falta pouco, termina”; ” como você vai fazer sem faculdade?”; ” você vai entrar em outro curso né?”; “você tem que ser alguém”. Bom, que eu saiba, sou alguém, estando formada ou não.

Para espanto da maioria não quero fazer faculdade. Não sei se farei um dia, pode ser, mas não é meu objetivo. Na verdade desde que larguei a faculdade aprendi muito mais do que o tempo que fiquei lá. Não quero um emprego convencional, adoro ter horários alternativos. Não quero um carro. Não quero comprar mil coisas, eu não preciso de mil coisas. Quando percebi que tudo eram regras e que existia outra vida fora disso, minha mente abriu e foi como se finalmente tivesse me encontrado.

Se você quer isso também pra você, e aqui falo para qualquer coisa que fuja do padrão social e não necessariamente ‘emprego-faculdade’, vá em frente e ignore os discursos comuns, eles sempre vão existir. Só que da sua vida só você sabe.

Faculdade

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Minha ideia não é fazer um texto para convencer as pessoas a não fazerem faculdade, mas eu me questiono sempre se esse modelo que conhecemos é bom e funcional.

O curso que eu fiz  (e tranquei com um alívio no coração) é integral e em outra cidade. Entrava as 8 horas e saia as 18hrs. O que dá 10 horas de estudo porque o horário de almoço consistia em 15 minutos para engolir a comida e 2:45 para adiantar trabalhos, ler artigos e fazer reuniões. Quando chegava em casa lá se iam mais algumas horas para tentar fazer tudo isso de novo e ir pra cama para ao menos dormir 5 horas (em época que não era de provas e entregas de trabalho). A sensação que eu tinha e continuo a ter mesmo depois de ter saído dessa vida é que a carga é tão tão tão pesada que não dá tempo de você absorver e debater o conhecimento. Vira um empilhamento de coisas na sua cabeça que de tão cansada faz o mais óbvio para sobreviver com tanta informação: deleta.

Entrei uma vez em um debate desse com um professor e ele disse que quem quer de verdade fazer a faculdade se esforça. Bom, eu considero que me esforcei. Demorei para fazer amigos, não fui em festas, estudava em todos os minutos de folga e perdia finais de semana. Vai ver eu tinha que me esforçar mais ainda (e dormir menos) afinal muitos conseguiram, muitos gostaram. Só que eu acho estranho e não normal como todos falam, que a maioria diz que sente não ter aprendido nada e que só sabem responder apenas a área do estágio. Acho estranho ter 4 horas seguidas da mesma matéria, ou 6 horas em um único dia. Acho estranho você reter informação com essa enxurrada de conhecimento. Acho estranho você decorar mil coisas que vai esquecer. Acho estranho que para você fazer estágio tem que faltar em aula. Acho tão estranho que acho que esse mundo não é para mim, não por enquanto, não agora (ou nunca).

Produtividade e seus significados

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Ontem deitada na cama me senti desanimada. Refleti sobre a semana que passou voando e pensei “poxa, essa semana não fiz nada. Não tinha nenhum projeto. Foi inútil…perdi esses dias” e por aí vai, mas…peraí. Por que a nossa tendência é sempre essa? De enxergar tudo do lado negativo. De nos cobrar tanto e nos crucificar. Temos sempre que ser “produtivos”. Se bem que isso depende muito do seu ponto de vista. Foi isso que eu fiz, mudei meu ponto de vista.

Eu passei a semana entre leituras de textos interessantíssimos na internet e o livro “Madame Bovary”, assisti muito “Breaking Bad” e “Jóia rara”, reguei a minha cachorra (uma das cenas mais fofas de todos os tempos), revi amigos do colégio, conversei com meu pai sobre política, cuidei da casa, escrevi no diário, comecei um romance, me desconectei da internet e muitas vezes deite no chão e pensei na vida. Agora vejo que foi bem produtivo.

Posso não ter dado um passo a mais para descobrir o que eu quero trabalhar, ou ter estudado…ou qualquer uma dessas coisas que nossas mentes dizem que são mais produtivas, mas eu aprendi tanta coisa sobre mim nessa semana leve, que vale para vida toda. Acho que isso que importa né? Então agora vou reprogramar minha mente. Ver o lado bom das coisas faz com que você encare a vida com maior leveza e é isso que busco.

Quando você se surpreende..

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Você sempre fala “não gosto de salada”, “eca, salada não”, “por que alguém pediria essas coisas verdes em vez de QUALQUER outra coisa?”, e ai do nada você abre os olhos (porque foi essa a sensação que eu tive) e está com um rap10 (integral) cheinho de salada e está adorando cada mordida. Juro que não sei o que aconteceu comigo. Desde quando essas mini transformações estão ocorrendo sem que eu desse conta? Tudo bem, eu sei que não é uma tragédia nem nada, aliás, é bem legal saber que agora tenho novos e melhores hábitos alimentares..só que me assustei com a diferença brutal.
O fato é que esse pensamento todo enquanto mastigava me fez pensar quantas mil outras mudanças não acontecem conosco sem nos darmos conta e quando percebemos, está lá toda consolidada.
Pensando nas minhas, agora eu sou alguém que adora salada, bebe água o dia todo e não consegue sentir prazer em beber uma coca-cola. Quando é natural dessa forma as mudanças ficam, criam raízes dentro da gente e é em busca delas que estou no momento. Quero raízes em mim de meditação, pensamento positivo, exercício físico…(:

Leveza e não magreza.

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Outro dia ia me arrumar para sair com o namorado. Olhei minhas roupas e decidi pegar uma das minhas calças prediletas. Ela era a calça da conquista, tamanho 34, comprada ano passado e isso me fez pensar em algumas coisas.

Vou voltar um pouquinho no tempo: no ano de 2007 eu pesava 45kg e até 2012 engordei até chegar aos 57kg. Parece pouco, mas eu sou baixinha -e nervosa hehe- (tenho 1,55), então 57kg é bastante coisa pro meu porte físico. Minha auto estima estava bem ruim. Me sentia feia, gorda e chata, tudo isso triplicado. Minha saúde não estava nada bem também. Os problemas empilhavam sem que eu soubesse como resolver e ali estava a comida para eu me enganar temporariamente. Sentia até um orgulho de ouvir os comentários que eu comia bastante, até mais que os rapazes, só que depois eu me sentia inchada e não gostava nenhum pouco de me olhar no espelho.

Janeiro de 2012 resolvi dar um basta e comecei a dieta dos pontos e lá se foram os 12 kg. Minha auto estima estava bem melhor. Não foi só por emagrecer, muita coisa mudou de dentro para fora, sabe? Bom, foi ai que eu vi que não tinha calça nenhuma e encontrei essa de numeragem 34. Sem acreditar muito que fosse caber eu experimentei e me vi radiante quando vi que ela ficava perfeita. Postei no instagram, recebi elogio das amigas e mil curtidas no facebook.

Pulando para o presente, novembro 2013. Coloquei a tal calça e ela estava apertada. Entrou com dificuldade (com direito até a prender a respiração para fechar o botão) e eu estava ali na frente do espelho sorrindo. Sim, sorrindo. Muita coisa mudou em mim. Não acho mais que padrão magreza é mais bonito, mas quando era comigo não era tão fácil assim. Era um diálogo com minha auto estima, com a auto crítica. Só que dessa vez não, acho que finalmente entendi. Posso dizer que fiquei feliz porque percebi que tinha engordado, que aquela calça já não era pra mim, que tamanho 34 é um número irreal e não dei bola. Não quero mesmo ser super magra. Quero ser saudável e só. Se ser saudável for usar 40, 42 ou qualquer outro número, ok.

Esse ano me desprendi de muitas coisas e fico feliz com esse. Dessa vez quando eu como mais do que deveria (ou seja, me sinto cheia, inchada e com algum desconforto) eu não me sinto culpada e me puno indo dormir com fome, eu simplesmente tento tomar cuidado da próxima vez para não entrar de novo na compulsão. Eu não tomo mais refrigerante, mas não porque eu tinha que parar porque engorda, apenas porque adquiri o hábito de beber mais água e não sinto mais falta, só que se eu sinto muita vontade eu encho um copo e saboreio. Não rejeito docinhos. Proibições são tão chatas…e assim leve as coisas vem mais naturalmente.

Ps: acho que vale a leitura desse e desse textos. São ótimos para refletir.